Com o emocionante ato de repúdio à Folha neste sábado, Otavio Frias Filho, chefão do jornal, teve que ficar de joelhos!
*por Michelle Amaral da Silva Colaboradores: Altamiro Borges
Matéria publicada no sitio do jornal Brasil de Fato
O mundo está em crise: financeira, econômica, ambiental e alimentar. E Isso afeta o planeta e as nossas vidas. Trata-se de uma crise do capitalismo que se baseia na superexploração do trabalho e na especulação financeira. Uma de suas bases de sustentação é a opressão sobre as mulheres. Machismo e capitalismo transformam tudo em mercadoria, inclusive os nossos corpos.
Não há respostas superficiais para a crise. Somos contra dar milhões e milhões para bancos e grandes empresas. É dinheiro do povo pagando a crise do capitalismo patriarcal. Também somos contra o desemprego, a redução de salários e a retirada de direitos trabalhistas. Queremos investimentos públicos que garantam os posto de trabalho, que ampliem a oferta de vagas com carteira assinada e que reforcem a rede de direitos sociais. Nós, mulheres feministas, afirmamos: as mulheres não vão pagar por essa crise.
Construir a igualdade em nossa sociedade passa por valorizar o trabalho das mulheres e garantir sua autonomia econômica. Assim, defendemos a valorização do salário mínimo e lutamos por um modelo de proteção social solidário, universal e inclusivo, com direito à saúde, a assistência social e aposentadoria digna para todos e todas. Hoje, existem no Brasil mais de 40 milhões de pessoas fora da previdência social. Dessas, 30 milhões são mulheres.
Para conquistar igualdade, é preciso ampliar os serviços públicos e realizar a reforma urbana. É preciso parar com a privatização de unidades de saúde e das creches municipais, impulsionadas pelos governos municipal e estadual da coligação DEM/PSDB.
Se o Estado não garante direitos sociais fundamentais como esses, aumenta o trabalho das mulheres de cuidar das pessoas. Lutamos para que esse trabalho seja dividido com os homens e com a sociedade.
Queremos igualdade pra todas as mulheres. Por isso, combatemos o racismo em todas as suas manifestações e a banalização da imagem da mulher veiculada na mídia. Essa imagem vendida pela indústria cultural contribui para mercantilizar nossas vidas e reflete a desigualdade e a violência que sofremos dia a dia.
Viva o dia internacional de mulher.
Inês Paz Professora / Presidente do PSOL Mogi
Mais uma vez, José Serra ataca os professores.
Agora, o governador inventou uma tal provinha para os professores Ocupantes de Função Atividade (OFAs), alegando que tal provinha vai elevar o nível da educação.
Como o resultado não foi bom, Serra, para esconder o desastre da escola pública de São Paulo desses 14 anos, procura iludir a opinião publica, alardeando que são os professores os responsáveis pelo caos da educação.
Aqui, é preciso apontar o centro da questão.
Só alguém mal intencionado pode alegar que a formação dos professores é um problema individual de cada profissional. Isso é uma mentira. A formação - inicial e continuada – é parte de um projeto político pedagógico.
Que fizeram os governantes nesses últimos tempos? Fizeram e fazem vistas grossas para cursos de formação que tem problemas. Não há nenhuma fiscalização. Os donos de faculdades se enriquecem fornecendo cursos bastante limitados, (agora, os cursos são à distância) para aumentar o lucro de forma exorbitante. E Serra não faz nada em relação a isso, porque é amigo dos ricaços da educação.
Na Secretaria de Educação de São Paulo, não existe nenhum processo pedagógico de avaliação de todo o sistema educacional que aponte os problemas, mas que, principalmente aponte medidas qualificadas para solucionar as deficiências existentes. Aí é simples e fácil culpar e punir os professores que, junto com a população, são as vítimas do mercado de ensino que reina em São Paulo e no Brasil.
Essa tal provinha não faz parte de um processo de avaliação voltado para superar os problemas. Ela só serve para classificar e gerar competição.
É mesmo muito engraçado, Serra insinuar que são os professores os responsáveis pelas salas superlotadas ao lado de sala fechadas, pela falta de material didático, pela falta de segurança, pelas drogas na porta da escola, pelas péssimas condições de trabalho, pelo autoritarismo da direção escolar, pelos baixos salários, pela promoção automática em que a qualidade de ensino é sacrificada em favor de mera estatística.
Cabe aqui uma perguntinha: nessas condições, mesmo um professor sem problemas de formação conseguiria desenvolver um bom trabalho?
Inês Paz Professora e presidente do PSOL
Veja os programas que foram exibidos no horário eleitoral: